Componente A
A.1 _Análise de imagem da história do fotojornalismo
23. "Ucrânia – Maternidade Bombardeada" – Evgeniy Maloletka (Ucrânia), 2022
• Ucrânia – Mulher grávida evacuada após ataque russo.
• Prémios: World Press Photo (2022)

A imagem histórica escolhida retrata um cenário de emergência sobre a guerra e a destruição. Vê-se vários socorristas a transportar uma mulher grávida e ferida, numa maca, em frente a um edifício destroçado. É uma cena que logo à primeira vista nos transmite urgência e dor, onde se percebe claramente o ambiente devastado que os envolve.
A escala apresentada é realista e humana. Na imagem contamos com elementos como pessoas, edifícios e objetos, todos representados com proporções naturais e coerentes. As dimensões dos edifícios e das pessoas correspondem às proporções do mundo real, o que ajuda a dar mais autenticidade à cena captada.
O ângulo escolhido pelo fotógrafo também é importante. Ele transmite o peso e a gravidade da situação. Parece estar ligeiramente abaixo do nível dos olhos dos socorristas, o que reforça a sensação de presença e proximidade em relação ao momento. A perspetiva é construída de forma a que o nosso olhar seja guiado diretamente para o centro da imagem, onde está a maca com a mulher ferida. O edifício destruído ao fundo cria profundidade e dá mais contexto à cena. Nesta imagem também se percebe a utilização da regra dos terços, porque os elementos estão distribuídos de forma a que, sem percebermos, olhemos logo para o ponto mais importante.
A iluminação parece natural. Provavelmente estava um dia de céu nublado, o que se nota pela luz cinzenta e difusa que cobre a imagem. Essa luz contribui para o tom dramático e sombrio da imagem, reforçando a sensação de tragédia e guerra. Em termos de composição, como referi antes, está presente a regra dos terços. O que mais chama a atenção é mesmo os socorristas e a mulher na maca, é para onde olhamos primeiro. Existe também um contraste muito forte entre a cor vermelha da manta que cobre a mulher e o tom cinzento e destruído dos edifícios e do resto do cenário. Na profundidade, temos os edifícios destruídos ao fundo, com árvores partidas e destroços, o que cria diferentes camadas visuais na imagem.
No que toca à técnica fotográfica, conseguimos ver bem o movimento dos socorristas em plena ação. A imagem está nítida e detalhada, o que nos permite observar com clareza tanto a vítima como o edifício em ruínas. Temos a presença de quase todos os planos, como o médio, o que ajuda a perceber a dimensão do que está a acontecer. É uma imagem real, sem poses, sem encenação, que capta um momento intenso e verdadeiro.
Em relação ao significado da imagem, podemos fazer uma leitura semiótica. Os signos visuais que aqui aparecem comunicam dor, destruição, esforço humano e a brutalidade da guerra. Se olharmos para as denotações, vemos cinco homens, alguns fardados e com coletes de proteção, a carregar uma mulher grávida e ferida, deitada numa maca coberta com uma manta vermelha. Estão a atravessar uma área devastada, com árvores partidas e o chão cheio de detritos. Ao fundo, vê-se um edifício fortemente danificado, com as fachadas partidas e fumo a sair do seu interior. O cenário indica um local urbano após um bombardeamento ou ataque.
Nas conotações, os socorristas representam a solidariedade e a humanidade em tempo de caos. As fardas e os coletes remetem para autoridade e proteção, enquanto a mulher ferida transmite a ideia de vulnerabilidade e fragilidade humana. O edifício destruído mostra que a guerra atingiu espaços civis, o que aumenta ainda mais a tragédia. A manta vermelha pode também representar um sinal de esperança ou de urgência num cenário onde tudo parece terror.
A mensagem que esta imagem transmite é a de que a guerra não afeta apenas os soldados e os combates, mas principalmente a população civil, que acaba por sofrer com as consequências mais brutais. Mesmo num cenário de destruição, os socorristas continuam a agir com coragem e determinação, o que é um sinal de resiliência humana.
Em termos de contextualização, esta imagem foi tirada em 2022, quando começou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que infelizmente ainda persiste até hoje. Já passaram cerca de três anos e as pessoas continuam a viver num cenário de terror, medo e incerteza.
Na minha interpretação pessoal, esta imagem é mais do que um simples registo fotográfico. É uma chamada de ajuda, um pedido de atenção, quase um grito silencioso a alertar para a realidade que se está a viver. É o medo da população, o medo do futuro, do incerto e do que está para vir. Ao olhar para esta imagem, não conseguimos ouvir gritos, mas sentimos a dor.
Para terminar, é importante referir algumas referências teóricas. Umberto Eco, na sua obra Semiótica e Cultura (1976), defende que o signo visual é interpretado consoante a cultura e o contexto de quem o recebe. Também John Berger, em Ways of Seeing (1972), argumenta que a forma como vemos uma imagem é moldada pelo contexto em que vivemos, pelas ideologias e pelas experiências pessoais de cada um. Por isso é que esta imagem, apesar de ser a mesma para todos, pode ter significados diferentes consoante quem a vê.
A.2_ Ensaio audiovisual
A.3_ Pesquisa autor internacional: René Burri

Introdução
René Burri foi um dos mais falados fotojornalistas do século XX, conhecido por capturar momentos históricos e retratar personalidades marcantes com um olhar sensível e artístico.
Este trabalho, desenvolvido para a unidade curricular de Fotojornalismo, tem como objetivo explorar a vida e a obra de Burri, analisando o seu impacto no fotojornalismo e seu estilo único de narrativa visual. Através de uma pesquisa detalhada sobre as suas fotografias mais conhecidas, como os retratos de Che Guevara e Pablo Picasso, será possível compreender a influência da sua abordagem documental e estética na fotografia contemporânea.
Biografia
René Burri foi um fotógrafo suíço, nascido em Zurique a 9 de abril de 1933, acabou por falecer a 10 de outubro de 2014, também em Zurique. Trabalhou para a Magnum Photos. Fotograva figuras e cenas desde 1946.
O fotógrafo suíço René Burri nasceu em 1933. Aos 13 anos, fotografou Winston Churchill em Zurique. Completou a sua formação como fotógrafo na Escola de Artes Aplicadas de Zurique.
Ficou ainda mais conhecido devido aos retratos de Che Guevara e Pablo Picasso, além de políticos, militares e artísticas, assim como, imagens icônicas de São Paulo e Brasília.
Em 1963, enquanto trabalhava em Cuba, René Burri teve a oportunidade de fotografar Che Guevara. As imagens do revolucionário a fumar um charuto tornaram-se admiráveis.
Tema nº1 – René Burri em Cuba
Durante um período em que o país vivia o auge da Revolução liderada por Fidel Castro e Che Guevara. Como fotojornalista da agência Magnum Photos, teve a oportunidade de documentar o ambiente político e social da ilha, captando imagens marcantes que se tornariam ícones da história.
A sua fotografia mais famosa dessa época foi a de Che Guevara fumando um charuto, uma imagem que se tornou uma das representações mais conhecidas do revolucionário.
Além de retratar figuras políticas, Burri também documentou a vida em Cuba.
Tema nº2 – Na estrada nuclear
No ano de 1980, René Burri capturou imagens impressionantes das paisagens industriais e das infraestruturas associadas à energia nuclear. Esta série de fotografias reflete o olhar crítico sobre o impacto da tecnologia e da modernização no mundo contemporâneo.
Tema nº3 – René em Brasília
René Burri fotografou Brasília durante construção na década de 1960, capturando a transformação da paisagem e a criação da nova capital do Brasil.
As suas imagens mostram linhas geométricas e vastos espaços abertos, elementos característicos da arquitetura de Brasília.
Conclusão
René Burri foi chamado por muitos como o mestre do fotojornalismo, foi capaz de capturar não apenas imagens, mas histórias profundas e momentos decisivos da história mundial. Através do seu olhar atento, documentou figuras revolucionárias.
Assim, este trabalho de pesquisa sobre as suas obras reforça a importância da fotografia como um meio poderoso de contar histórias e documentar transformações no mundo. René Burri deixou um legado forte, de maneira a provar que uma imagem pode impactar mais que muitas palavras.
A.4_ Pesquisa autor nacional: Emílio Biel
Introdução
Este trabalho tem como objetivo explorar a vida e a obra de Emílio Biel, um fotógrafo e industrial que atuou em Portugal no final do século XIX e início do século XX. Reconhecido pelo importante contributo para a documentação fotográfica do património português, Biel destacou-se também no setor industrial, nomeadamente através da fábrica de curtumes em Vila Real.
Ao longo desta pesquisa, serão analisados os principais trabalhos fotográficos de Emílio Biel, que capturaram paisagens, monumentos e cenas do quotidiano, deixando um valioso registo histórico e cultural. Além disso, será abordada a história da sua fábrica de curtumes, desde o seu funcionamento até ao seu posterior abandono e requalificação.
Dessa forma, esta pesquisa pretende evidenciar a importância do Biel tanto na fotografia como na indústria, destacando a sua influência no panorama português.
Biografia
Karl Emílio Biel, nasceu em 18 de setembro de 1838 e faleceu com 76 anos no dia 14 de setembro de 1915. De nacionalidade alemã, o seu lugar de residência foi no Porto.
Como ocupação, era comerciante, industrial, fotógrafo e editor. Foi considerado um dos introdutores em Portugal da fototipia um processo de impressão foto-mecânico que permite imprimir muitas provas a partir da mesma matriz e com a aparência de fotografias reais.
Em 1862 e 1864 teve uma fábrica de botões. Em 1874 comprou a Casa Fritz (mais tarde conhecida por Casa Biel) na Rua do Almada, casa comercial dedicada à fotografia, iniciando, assim, a sua carreira no mundo da fotografia.
Em 1880, para marcar o terceiro centenário da morte de Camões, editou uma versão de Os Lusíadas, impressa em Leipzig, Alemanha, hoje considerada uma raridade, esta obra está disponível na Central de Biel em Vila Real, aconselho a visita. Além disso, publicou diversas obras de grande relevância, enriquecidas com inúmeras ilustrações e fotografias.
Além do seu trabalho em estúdio na Casa Biel, também se destacou na fotografia paisagística e na documentação de grandes projetos de engenharia. A partir de 1885, iniciou um extenso registo fotográfico da construção do caminho-de-ferro em Portugal, bem como das obras do Porto de Leixões, entre 1884 e 1892. Contribuiu como fotógrafo para diversas publicações, incluindo a Illustração Portugueza (1884-1890), o semanário Branco e Negro (1896-1898) e a revista Tiro e Sport (1904-1913).
Figura de múltiplos talentos e entusiasta das novas tecnologias da sua época, Biel teve um papel ativo em diferentes áreas. Foi responsável pela instalação da iluminação elétrica em Vila Real, administrou a Empresa das Águas do Gerês e conduziu o primeiro elétrico na linha entre a Praça da Batalha, no Porto, e as Devesas, inaugurada a 28 de outubro de 1905. Além disso, introduziu tanto a primeira instalação elétrica no Porto quanto o primeiro telefone.
O seu interesse pela inovação não se limitou à engenharia e à eletricidade. Dedicou-se também à horticultura e à floricultura, além de reunir uma impressionante coleção de borboletas, atualmente preservada no Museu de Zoologia da Universidade do Porto, sendo considerada uma das maiores do mundo.
Tema nº1 - Central do Biel - Museu de Arqueologia Industrial
A Central do Biel foi a 1ª central hidroelétrica portuguesa, localizada em Vila Real é possível chegar até lá pelos famosos Passadiços do Corgo, com uma vista deslumbrante e rodeados pela natureza.
Esta central construída na margem do rio Corgo, a fábrica de curtumes manteve as suas atividades até meados da década de 1950, embora o seu alvará tenha sido renovado até 1966, mantendo a expectativa da reabertura. Após esse período, as instalações foram gradualmente abandonadas, até que, em 2017, todo o conjunto foi classificado como interesse municipal. A partir daí, iniciou-se um processo de requalificação, que foi concluído em 2024.Tema nº2 – Depois dos 100 anos da sua morte
A Câmara Municipal do Porto decidiu homenagear Emílio Biel depois de 100 anos da sua morte através da exposição "O Portugal de Emílio Biel" na Casa do Infante. Esta mostra, inaugurada em 2015, celebrou a vida e obra deste comerciante, industrial e fotógrafo alemão que adotou Portugal como a sua pátria e se tornou uma figura marcante para o país.
Tema nº3 – Fotografias de trajes e pontes
Emílio Biel gostava de fotografar o tradicional, principalmente da zona norte do país. Temos o exemplo dos trajes populares e de muitas pontes
Conclusão
Emílio Biel foi uma figura central na história da fotografia em Portugal, destacando-se não apenas como fotógrafo, mas também como editor e empresário inovador.
O seu trabalho permitiu não só preservar a memória visual de uma época, mas também promover Portugal a nível internacional através das suas publicações.
O legado de Biel continua a ser uma referência para fotógrafos e historiadores, demonstrando que a fotografia vai além da estética, sendo uma poderosa ferramenta de narrativa e testemunho histórico.
A.5_Pesquisa sobre Agência de Fotografia: Fama Press

Introdução
Este trabalho é elaborado no âmbito da unidade curricular de fotojornalismo, consciente em selecionar uma Agência de Imagem nacional ou internacional e realizar uma pesquisa temática. No presente trabalho a Agência de Imagem escolhida é internacional, designada por Agence France-Presse.
Ao longo da pesquisa será mencionada a história desta Agência de Imagem, o protocolo de inscrição e um portefólio.
História
A AFP é das principais agências internacionais de notícias, oferece fotografias de alta qualidade sobre diversos assuntos, desde notícias, clubes e entretenimento.
Foi fundada em 1835 em Paris, França com o nome Agence Havas, criada por um banqueiro e empresário chamado Charles-Louis Havas. No início a agência traduzia e distribuía notícias internacionais para clientes franceses.
Em 1944 passou de vez para a Agence France-Presse (AFP), depois da libertação de Paris.
Atualmente, a agência opera em mais de 150 países, com temas como a política, economia, desporto, cultura e eventos globais. Com sede em Paris, produz conteúdo em francês, alemão, inglês, espanhol, árabe e português.
Garante uma cobertura rápida e confiável dos acontecimentos mais importantes do mundo.
Contam com cerca de 2600 colaboradores de 100 nacionalidades diferentes, os principais clientes são meios de comunicação, mas também têm outros clientes como empresas, instituições e plataformas digitais.
A AFP garante quatro atributos, a densidade da sua rede global, a produção multimídia de alta qualidade, garantia de independência e a liderança global na luta contra a desinformação.
Protocolo
A Agence France-Presse permite no próprio site consultar ofertas de emprego.

Atualidade
Futuro do planeta
Desporto

Fotografias do mês
Conclusão
A Agence France-Presse (AFP) é uma das mais respeitadas agências de notícias do mundo, com uma trajetória marcada pela busca da independência editorial e pela excelência jornalística. Desde a sua fundação em 1835 como Agence Havas até a sua consolidação como AFP em 1944, a agência evoluiu para se tornar uma referência na cobertura de eventos globais.
Atuando em mais de 150 países e produzindo conteúdo em diversos idiomas, a AFP desempenha um papel fundamental na disseminação de informações precisas e imparciais. Seu compromisso com a credibilidade e a rapidez na cobertura jornalística a torna essencial para veículos de comunicação e para o público em geral.
Dessa forma, a AFP continua a ser um pilar do jornalismo mundial, adaptando-se às novas tecnologias e desafios do setor, mas sempre mantem a missão de informar com transparência e profissionalismo.
A.6_ Pesquisa sobre Banco de Imagens: GOVISION

Introdução
Este trabalho é elaborado no âmbito da unidade curricular de fotojornalismo, consciente em selecionar um Banco de Imagem nacional ou internacional e realizar uma pesquisa temática. No presente trabalho o Banco de Imagem escolhido é nacional, designado por Go Vision.
Ao longo da pesquisa será mencionada a história deste Banco de Imagem, o protocolo de inscrição e um portefólio
História
A Go VIsion é uma empresa portuguesa que se dedica a transformar ideias na realidade. Oferece serviços em diversas áreas, como Design e Marketing, Projetos, Sistemas de Gestão e Formação.
A missão desta empresa é promover a inovação e a eficiência nos modelos de gestão e visa acrescentar valor duradouro aos resultados dos seus clientes, parceiros, investidores e colaboradores.
Como foi referido anteriormente A visão da empresa centra-se na concretização de ideias na realidade, impulsiona negócios com paixão e dedicação. Entre os valores que orientam a atuação da Go Vision estão a confidencialidade, o trabalho em equipa, a sustentabilidade e a responsabilidade social, com especial atenção ao apoio às comunidades desfavorecidas, sobretudo crianças.
Protocolo
Para candidatar-se na Go Vision é necessário seguir alguns passos como, verificar as vagas disponíveis, preparar a candidatura com um currículo atualizado e uma carta de motivação onde se deve destacar as competências pessoais e experiências.
Enviar a candidatura, através do e-mail que está disponível no site Contactos - GOVISION consulting e aguardar o contacto da empresa.

Portefólio
Design e Marketing
Projetos
Sistema de gestão

Conclusão
Emílio Biel foi uma figura central na história da fotografia em Portugal, destacando-se não apenas como fotógrafo, mas também como editor e empresário inovador.
O seu trabalho permitiu não só preservar a memória visual de uma época, mas também promover Portugal a nível internacional através das suas publicações.
O legado de Biel continua a ser uma referência para fotógrafos e historiadores, demonstrando que a fotografia vai além da estética, sendo uma poderosa ferramenta de narrativa e testemunho histórico.